Novidades

Clique na Imagem para Ampliar

Clique na Imagem para Ampliar

          Funk é Cultura Sim

 

Dia 21 de setembro, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, se reuniu com representantes do movimento Funk é Cultura, no Rio de Janeiro, no Circo Voador

No encontro, o ministro Juca Ferreira manifestou seu apoio ao movimento, criado contra o preconceito e a criminalização, liderado pela Associação de Profissionais e Amigos do Funk (APAFunk). Ele ouviu dos funkeiros suas sugestões e também as necessidades de políticas para o setor, visando o fortalecimento do movimento como expressão cultural brasileira.

Na ocasião, Juca Ferreira enfatizou o compromisso do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, de preservar e promover a diversidade cultural do país. Segundo a APAFunk, o Funk emprega hoje no Brasil 10.000 (dez mil) pessoas e movimenta a cada mês cerca de R$ 11 milhões.

Participaram do encontro vários dirigentes do MinC e, ainda, MC Leonardo, DJ Malboro, Fernanda Abreu, Rômulo Costa, Ivo Meireles, Hermano Vianna, Adriana Facina, dentre outros.

Agora é lei: Funk é cultura
24/08/2009

A luta pela liberdade de expressão dos funkeiros pode estar só no começo. Mas é preciso dar a devida dimensão do valor das recentes conquistas do movimento organizado há cerca de um ano e meio como o nome de Associação de Profissionais e Amigos do Funk (APAFunk). A mais recente dessas conquistas foi a sanção de duas leis, publicadas no Diário Oficial desta quarta-feira (23/9), que foram propostas pelo mandato Marcelo Freixo e aprovadas pela Alerj no último 1º de setembro. Nesta data, mais de 600 funkeiros ocuparam as escadarias e mostraram a força da voz das ruas. Uma dessas leis, a Lei 5.543/9, reconhece o funk como movimento cultural e musical do Estado do Rio de Janeiro e proíbe qualquer tipo de discriminação ou de preconceito contra o movimento e seus integrantes. A Lei 5.544/9 revoga lei anterior, do deputado cassado Álvaro Lins, que censurava o funk no Rio.
 
Mas cruzar a fronteira entre a censura e a liberdade de expressão não é desafio que se resolva só em canetadas governamentais. Por isso, de acordo com o presidente da APAFunk, MC Leonardo, a luta vai continuar. "É preciso consolidar na prática essas conquistas alcançadas no plano político", explica o autor do Rap das armas e de Tá tudo errado. E o principal instrumento de luta, segundo ele, continua a ser a roda de funk, ato político-cultural, em geral conjugado com a realização de um debate prévio sobre o funk, que consiste na apresentação de MCs e DJs com letras de conscientização sobre a realidade social dos funkeiros, ou seja, a realidade da maioria da população jovem, negra e moradora de favelas. Já houve dezenas de rodas pelo Rio desde o início da luta, em espaços públicos no asfalto e na favela, em universidades, escolas e carceragens.
 
“A sanção dessas leis representa um passo a mais na luta contra criminalização da pobreza e pelo direito do jovem negro e favelado de se comunicar, de se expressar livremente”, disse Marcelo Freixo que, da Europa, enviou nesta semana um agradecimento ao governador pela sanção das leis do funk, que tiram o gênero musical da pauta policial para a das políticas públicas na área de cultura.
 
Na segunda-feira (21/9), os funkeiros viveram outro momento relevante, durante encontro, no Circo Voador, com o ministro da Cultura, Juca Ferreira, que se comprometeu com a luta dos funkeiros: “O funk é um dos fatos culturais mais importantes na sociedade hoje. É a construção da identidade da juventude pobre brasileira".
bloguez.com

Contador de Visitas

Obrigado por sua visita! !